Inovações, ética e ciência

A tecnologia tem sido incorporada na vida das pessoas cada vez mais rápido, mas algumas questões continuam gerando muitas discussões e polêmicas. O uso de genes modificados é um desse assuntos que precisam ser mais discutidos. Para os alunos do segundo ano interessados no assunto, o Bandeirantes oferece o curso de Biotecnologia desenvolvido pelas professoras Ana Cristina Camargo e Marina Schwarz.

Os alunos apresentaram seus trabalhos de conclusão de curso na aula do dia 07 de outubro. Os grupos apresentaram produtos fictícios como carne enriquecida de bois que recebem genes responsáveis por otimizar a absorção de nutrientes, bactérias geneticamente modificadas para o tratamento de esgoto e produção de adubo, lactobacillus geneticamente modificados, espécies de cactos modificados para gerarem frutas visando a erradicação da fome em zona áridas, bactérias modificadas para acelerar a decomposição de plásticos em aterros sanitários e lixões. Todas as propostas levavam em conta o impacto sócio-ambiental, princípios bioéticos e a viabilidade comercial do produto.

Para que os alunos tivessem o conhecimento necessário para preparar trabalhos tão completos, o curso conta com várias atividades complementares à teoria em sala de aula. Os estudantes assistiram a palestras que abordaram diversos temas. A doutora em genética, Lygia da Veiga Pereira falou de sua trajetória e realidade profissional como pesquisadora; Diógenes Batista da Silva, advogado e estudante de Medicina da Universidade de São Paulo (ex aluno do Colégio Bandeirantes e do projeto Biotecnologia), tratou da importância da bioética; a professora Regina Mara da Fonseca levantou os aspectos políticos e econômicos relacionados aos transgênicos; o publicitário Antônio Carlos Crippa trouxe noções de marketing aos alunos e o professor da Fundação Dom Cabral, Dr. Heiko Hosomi Spitzeck abordou a tendência do empreendedorismo social coorporativo. Para os alunos, essa abrangência é muito interessante. “A gente percebe que o mesmo tema pode ter abordagens variadas”, contou o estudante Giulio Pregnolato.

Outra experiência importante é a atividade prática desenvolvida no laboratório didático do Instituto de Biociências da USP, sob coordenação da Dra. Lygia da Veiga Pereira. “Quero ser pesquisador e essa experiência só me faz pensar que é isso mesmo que eu desejo para minha carreira”, disse David Berl. Ao final do projeto, os alunos fazem uma prova e os mais destacados têm a oportunidade de passar um dia num “estágio” com os pesquisadores da USP. “É um complemento ao módulo prático do curso, a gente entende de fato como é o trabalho no laboratório”, relataram Lucas Jotten e Aline Ramalho, ex-alunos que participaram do projeto.